COTIDIANO
A pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), divulgada nesta manhã, aponta que houve um aumento na proporção de famílias chefiadas por mulheres no Brasil entre 1993 e 2006. De acordo com o levantamento, 19,7% (7.288.115) das famílias eram lideradas por mulheres em 1993, contra 28,8% (15.748.829) em 2006.
A região Sul foi a que apresentou maior aumento no número de famílias chefiadas pelas mulheres, passando de 16,6% (1.017.985) em 1993 para 26,8% (2.292.787) em 2006. Já a região Nordeste foi a que apresentou menor mudança neste sentido: foram 2.087.675 (21,2%) famílias lideradas por pessoas do sexo feminino em 1993 contra 3.982.216 (28,8%), totalizando uma diferença de 7,6 pontos percentuais.Nas zonas rurais, as mulheres chefiam 14,6% dos lares, menos da metade dos 31,3% encontrados nas áreas urbanas. Além disso, enquanto o grau de crescimento neste caso foi de 9,6 pontos percentuais em treze anos, nas áreas rurais foi de 3,2.
Na última década, foi registrado também pequeno crescimento do número de famílias monoparentais masculinas - de 2,1% em 1993 para 2,7% em 2006 - e a diminuição das monoparentais femininas, de 63,9% em 1993 para 52,9% em 2006. A família monoparental é formada por apenas um dos pais e pelos filhos.Ainda de acordo com a pesquisa, em 13 anos, o número de famílias formadas por casais com filhos chefiadas por mulheres aumentou quase 10 vezes, passando de 247.795 (3,4%) em 1993 para 2.235.233 (14,2%) em 2006.
FONTE: Site Terra











